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O sistema político mais limpo da América Latina, graças aos relativismos

Descoberto seu caráter perverso no ano passado, o planejamento no Fundo de Desenvolvimento Indígena Originário Campesino (FONDIOC) de atividades cujos frutos atenderiam um grupo social não relacionado a suas atribuições efetivas mantém-se interessando à opinião pública da Bolívia. A ex-ministra de Desenvolvimento Rural Nemesia Achacollo se torna novamente alvo das autoridades talvez em apropriado inconformismo com a inocência que a maioria dos deputados da Assembleia Legislativa Plurinacional lhe atestaram após interrogá-la em 2015. Não só ela se livrara tão fácil da vexatória imputação de ato delituoso com apoio de uma comissão formada predominantemente por legisladores favoráveis à gestão de Evo Morales (denominados "oficialistas", termo referente a apoiadores de governos em curso nos países latino-americanos de língua espanhola) que anulou o efeito das "injustiças" em outros 11 casos desde 2011.

As contas bancárias, veículos automotores, imóveis, a descendência …

Guerra molhada

O atípico aquecimento do planeta devido aos excessos humanos deixa por poucos fios a disponibilidade de água a esta mais predadora espécie e às inocentes, podendo no futuro seu valor (incluindo o monetário) superar o do petróleo e virar ela combustível para guerras com o previsível envolvimento das grandes potências mundiais. Grandes dimensões são quase certas para os eventuais conflitos motivados por decréscimo no volume de água potável, superando muito as contendas políticas entre Bolívia e Chile embasadas por suas divergências quanto à localização geográfica supostamente transfronteiriça do rio Silala e, assim, o direito a seu uso por cada reclamante. Antes, entre 1908 e 1996 {1}, os dois países tiravam harmônico proveito do rio através de uma empresa ferroviária cuja nacionalidade a ambos remonta consentida pelo governo do departamento boliviano de Potosí. Por sua causa agora fluem os humores dos peixes engravatados das nações com mais brutal força. Alternativas para mexer fisic…

A queda de Patriota

O ministro das relações exteriores, Antônio Patriota, foi demitido hoje por causa da operação que trouxe aqui para o Brasil o senador boliviano RogerPinto, que sofre perseguição em seu país em razão de suposto envolvimento com corrupção. O cargo será ocupado por Luiz Alberto Figueiredo.
Realmente esse assunto é muito delicado, pois as relações entre Brasil e Bolívia com certeza podem ser afetadas em razão desse episódio. Porém, eu considero injusta a demissão, pois Patriota só ficou sabendo da chegada do boliviano depois que isso já havia acontecido. Afinal, ele tem direito de passar o fim de semana com a família e, portanto, não é obrigado a ficar lendo notícias nesse momento de distração.

Ajudando um corrupto

Na madrugada de hoje, o senador boliviano Roger Pinto, que estava asilado na embaixada brasileira de seu país, chegou a Brasília acompanhado pelo senador brasileiro Ricardo Ferraço (PMDB-ES). O boliviano, que é acusado de vários crimes de corrupção em seu país, ficará no apartamento de Ferraço.
Como se não bastassem os políticos corruptos do nosso país, o governo resolve proteger um estrangeiro. Roger deveria permanecer na Bolívia para pagar pelos prejuízos que causou ao governo de lá. Esse episódio com certeza causará um atrito entre o Brasil e o país vizinho.